Essa dor, que a tua presença me traz, é tão grande, acho que torna-se física..
Tempo passado.
Tem tanta coisa que eu queria ter falado, eu ainda me culpo..
Por não ter feito nada, por ter esperado o momento certo. Sabe aquele que nunca chega?
Me culpo por não saber te amar, ou te ensinar a me amar. Mas amor não é algo que a gente possa controlar.
Me torno algo ruim perto de ti, perco o controle sobre mim. O ar sai dos meus pulmões e não volta.
Tem um músculo aqui dentro que só bate ao som de seu nome..
Preciso me olhar e reconhecer algo que não seja a sua face.
Procuro um modo de viver sem que pra isso sua existência seja necessária.
Sou um barco à deriva e já nem sei se procuro um porto.
Mar de mágoa. Procuro solidão.
Não me conheço mais, sou sofrimento vivo.
(Ouvindo: Resta - Ana Carolina com Chiara Civello)
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