sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Pensamentos soltos




As palavras querem sair!

Procuram passagem e conduzem-se para a ponta do lápis.

Saem todas embaralhadas. Na correria atropelam-se no pensamento. Egocêntricas se acham verso...

Como em uma dança os pares se formam e tomam o salão. Tudo em volta torna-se nada. Seus passos leves se assemelham ao voar dos pássaros, a folha é o céu.

São tantas que na mente do escritor já não há espaço. Ocupam então todo o espaço em branco do papel. São tatuagem e se marcam sobre ele sem se preocupar com a dor que esse sentirá. E ferem!

Quantas palavras. Cada uma traz consigo tantas outras. São capazes de enlouquecer, apaixonar, relembrar! E ferem!

As palavras tomam o mundo para si. Iluminam, harmonizam, fazem guerra. E ferem!

Essas palavras! Transfiguradas tem voz. E ferem! E ferem! E ferem! E no fim amenizam.

Esses pensamentos são palavras e as palavras precisam sair.